segunda-feira, 30 de março de 2009

Bill Evans (1929-1980)

Digo muitas vezes que não basta criar uma música, é preciso viver com ela…vale mais trabalhar o mesmo tema vinte e quatro horas do que vinte e quatro temas numa hora
Bill Evans in Jazz-Hot







Criador de uma estética, mais do que um estilo, modificou profundamente a harmonia, o fraseado e as concepções rítmicas do piano, renovou a arte pianística a um tal nível que suprime a noção de categoria musical.
Músico com uma sensibilidade aguda, introspectivo, liricamente grave, de um feeling por vezes perturbante, de execução com nuances, transforma os standards de que gosta e interpreta tantas vezes através de uma forma de organizar as notas de um acorde ou sequência de acordes imperceptivelmente arpejadas que fazem surgir “ um swing para lá do swing”.

O seu repertório é quase exclusivamente composto por standards, com predilecção pelas valsas, algumas da sua autoria.
É no Village Vanguard em Nova Iorque, em1961, que grava na companhia do baixista Scott LaFaro e de Paul Motion na bateria, obras-primas que ilustram as suas concepções do trio piano-contrabaixo-bateria: uma conversa tripartida em que cada um possui um papel equivalente.

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